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Drª. Flávia Corrêa Guerra

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Conselho Regional: CRM/SC 11997 - RQE 9986

Clínico Geral/Pneumologia

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Últimos artigos de Drª. Flávia Corrêa Guerra

Sintomas como falta de ar, tosse e dificuldades respiratórias podem indicar DPOC

03/01/2019

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, ou simplesmente DPOC, é uma doença que está diretamente relacionada com a exposição a fumaças, principalmente a fumaça do cigarro, tanto de quem fuma como de quem convive com o fumante.

Ela causa inflamação crônica dos brônquios, que são as estruturas responsáveis por levar o ar respirado até os pulmões e depois devolver o ar ao ambiente. Essa inflamação é chamada de bronquite crônica, que cursa com estreitamento dos brônquios e produção de secreção. Também faz parte da DPOC o enfisema pulmonar, que nada mais é que a destruição dos alvéolos pulmonares, que são responsáveis pela oxigenação do sangue ao passar pelos pulmões. 

A DPOC ocorre em pessoas com mais de 40 anos, geralmente em tabagistas e pessoas que têm contato com poeiras e fumaças. O primeiro e principal sintoma é a falta de ar ou cansaço para respirar. Tosse com ou sem expectoração também é comum. Se a pessoa continua tendo contato com os agentes causadores, por exemplo, continua fumando, a doença continua progredindo e os sintomas vão piorando.

Ainda é uma doença pouco diagnosticada, onde a maioria das pessoas convivem com os sintomas de tosse e falta de ar acreditando que são decorrentes da idade, quando na verdade são portadores de uma doença progressiva mas, que tem tratamento.

O diagnóstico da DPOC é feito de forma fácil, com um exame indolor, chamado espirometria, que avalia a capacidade respiratória e o funcionamento dos pulmões. Podem ser necessários outros exames complementares, dependendo de cada caso.

A medida mais importante no tratamento da DPOC é parar de fumar. Para atingir esse objetivo, várias medidas podem ser tomadas, desde o uso de medicamentos até a psicoterapia. Além disso, existem medicações que devem ser usadas continuamente com o objetivo de manter os brônquios abertos e diminuir a produção de secreção, o que vai reduzir os sintomas. 

Em períodos de piora das crises de falta de ar ou aumento da tosse e da expectoração, as chamadas exacerbações, podem ser necessárias outras medicações a fim de que a doença retorne às suas condições anteriores. Em casos graves, pode ser necessário o uso de oxigênio durante o sono ou durante todo o dia, preferencialmente através de um aparelho chamado concentrador. 

Para o tratamento de longo prazo, fisioterapia e exercícios físicos conforme a tolerância de cada pessoa também podem ser prescritas. Além disso, o acompanhamento do pneumologista é fundamental para que se atinja controle da doença, minimizando os sintomas e desconfortos e aumentando a expectativa de vida dos portadores.



16% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA AINDA É FUMANTE

31/08/2018

O tabagismo é considerado a maior causa de morte evitável no mundo e o cigarro mata metade das pessoas que o consomem. No Brasil, cerca de 200 mil pessoas ao ano morrem devido ao cigarro. 

O tabagismo, que é o hábito de utilizar derivados do tabaco, é considerado uma doença relacionada ao consumo regular de nicotina. A nicotina é uma substância que tem o poder de causar dependência tanto física quanto psíquica através da liberação de substâncias no cérebro que causam cessação de bem estar e também, diversos efeitos colaterais.

Além de ser uma doença, o tabagismo é uma doença pediátrica, já que mais da metade dos fumantes iniciam o hábito antes dos 18 anos, faixa etária em que existe maior risco de dependência de substâncias.

Ao tragar um cigarro, a pessoa inala mais de 4500 substâncias conhecidas, que começam a ser absorvidas na boca e têm a maior capacidade de entrarem no organismo dentro do pulmão. Além disso, como uma parte da fumaça permanece no entorno da pessoa, ela continua respirando o ar com fumaça do cigarro, o que aumenta a carga das substâncias ingeridas.

O tabagismo é responsável por vários tipos de cânceres, entre eles, de boca, garganta, pulmão, esôfago, rins e bexiga, obstrução de veias e artérias, o que pode causar amputações, infartos do coração e acidentes vasculares cerebrais, impotência sexual masculina, perda de dentes, envelhecimento precoce da pele, entre outros. Além disso, é a principal causa da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, também conhecida pela sigla DPOC, que é composta por enfisema pulmonar e bronquite crônica, causa principal de falta de ar, internações, infecções respiratórias e necessidade de uso de oxigênio domiciliar.

Sabe-se que mulheres que fumam tem maior risco de infertilidade, aborto, parto prematuro e de terem crianças com baixo peso ao nascer. Ainda, filhos de pais fumantes estão mais propensos a desenvolverem doenças respiratórias ainda na infância.

Várias medidas têm sido adotadas no mundo e também no Brasil a fim de diminuir o consumo de produtos de nicotina ( cigarros, charutos, fumo, etc), como a proibição de fumar em locais públicos e locais fechados, a proibição das áreas onde pode-se fumar ( os antigos fumódromos), a limitação da propaganda e o aumento dos impostos. Essas medidas estão tendo sucesso em reduzir o número de pessoas que fumam e também o número de pessoas que começam a fumar. Atualmente, 16% da população brasileira é fumante. Na década de 1980, esse número chegava a 35%. 

Atualmente estão se difundindo o uso do cigarro eletrônico e do narguilé, que, apesar do que muitos pensam, não são uma boa troca, pois também estão associados a alguns dos riscos citados acima, bem como outros ainda pouco conhecidos. Portanto, não vale a pena fazer essa troca ou iniciar com esse hábito!

A boa notícia é que com uma combinação de tratamentos é possível abandonar  totalmente essa dependência. Para isso, se faz necessário uso de medicações ( estão disponíveis medicamentos de uso oral, adesivos de nicotina, balas e chicletes de nicotina), técnicas cognitivo-comportamentais para vencer aquela vontade desesperada de fumar e uma boa dose de vontade de ter uma vida mais saudável.  Consulte com um especialista, ele vai poder ajudá-lo na busca de uma vida mais saudável!


ASMA: CAUSAS, SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

02/04/2018

A asma é uma doença respiratória crônica caracterizada por crises de falta de ar, chiado no peito e/ou tosse.Também pode ocorrer sensação de aperto no peito ou de respiração incompleta.

Algumas pessoas desenvolvem sintomas desde o nascimento enquanto outras só terão crises na adolescência ou na vida adulta. Não é incomum que as crianças asmáticas melhorem por volta dos 7 anos, fazendo os pais  acreditarem que estão curadas; essa, porém é uma idéia errada, visto que os brônquios de quem tem asma sempre será mais sensível e os sintomas podem retornar.


As principais causas de crises de asma são:


1- As alterações bruscas do clima.

2- Contato com poeira doméstica.

3- Contato com pólen, mofo ou cheiros fortes.

4- Contato com pêlos de animais.

5- Infecções respiratórias virais ( gripes e resfriados).

6- Exposição a fumaças.

7- Uso de alguns medicamentos.

8- Ingestão de alimentos.

9- Alterações emocionais e predisposição genética.


As exacerbações são mais freqüentes no inverno, porém é necessário que sejam tomados cuidados também no verão:  uso de ar condicionado em tempraturas muito baixas e sem correta higienização dos filtros; uso de piscina, devido ao cloro ser irritante das vias aéreas; tempestades de verão, com ventos fortes e poeiras;   

Também pode haver associação da asma com outras doenças, como rinite alérgicam urticária ou mesmo o refluxo gastroesofágico.

O diagnóstico de asma pode ser feito através da espirometria ou do teste de broncoprovocação, exames que, em conjunto com a avaliação clínica, serão capazes de confirmar o diagnóstico.

Apesar de não ter cura, a asma é uma doença que tem controle com o uso de medicamentos e cuidados com o ambiente. As medicações são seguras e efetivas e o tratamento deverá ser individualizado, respeitando as preferências e características do paciente, com o objetivo de evitar crises e permitir que o asmático tenha vida normal.

Priscilla inacio

Otima proficional!

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