
Entre Olhares e Gestos: A Terapia como Caminho para a Transformação de um Casal Moderno

Dr. Max Renato Martins
CRM/RS 45677
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Houve um tempo em que a dor era suportada em silêncio, como um fardo inevitável. Houve um tempo em que o sofrimento cabia apenas na gaveta dos sintomas, escondido atrás de diagnósticos que não dialogavam com a vida real. Mas a medicina, quando ousa caminhar além das fronteiras do óbvio, abre portas inesperadas. E uma dessas portas hoje se chama cannabis medicinal.
Não se trata apenas de um extrato, nem de um punhado de moléculas a serviço da indústria farmacêutica. Falar de canabidiol é falar de possibilidades. É narrar o encontro entre ciência e natureza em uma dança delicada que, por muito tempo, foi reprimida por preconceitos e interditos culturais. Hoje, no entanto, essa dança começa a ser ouvida como música de esperança em consultórios, laboratórios e, sobretudo, na vida das pessoas.
O canabidiol emerge como um território fértil, onde múltiplas terapias encontram morada: na ansiedade que aprisiona, na dor crônica que insiste em não se calar, na insônia que rouba noites, nas epilepsias que desafiam a neurologia tradicional. Cada uso clínico bem documentado é como uma nova página escrita nessa crônica moderna da medicina. E cada paciente que encontra alívio representa mais que estatística, representa a vida retomando seu compasso.
Há algo de poético nesse movimento: o extrato de uma planta antiga, marcada por estigmas, agora devolve dignidade a pessoas que antes caminhavam sob a sombra de tratamentos limitados. É como se a medicina reconhecesse, finalmente, que a sabedoria da natureza e o rigor da ciência podem coexistir.
As novas perspectivas terapêuticas que se abrem com o uso da cannabis medicinal não são apenas farmacológicas; são existenciais. Não falamos só de receptores endocanabinoides ou de curvas dose-resposta. Falamos de vidas que voltam a sorrir, de famílias que voltam a dormir em paz, de profissionais de saúde que encontram novas ferramentas para cuidar de forma mais humana e menos reducionista.
Provocar é preciso: se a medicina do futuro é feita de pontes e não de muros, o canabidiol é uma dessas travessias. Ele nos convida a pensar além da prescrição, a enxergar além do sintoma, a ousar além da conveniência. E como toda travessia, exige coragem: coragem dos pacientes, dos médicos, dos pesquisadores e da sociedade.
No fim, esta não é apenas a história de um medicamento. É a história de um reencontro: entre a medicina e a vida, entre a natureza e o humano. E como toda boa crônica, ela deixa uma pergunta suspensa no ar: se novas possibilidades terapêuticas estão ao nosso alcance, teremos a coragem de abraçá-las?
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