
Imunidade de bebês e crianças: O que os pais precisam saber

Drª. Camila Schwanck Guasselli
CRM/RS 32698 | RQE 24461/24462
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Drª. Camila Schwanck Guasselli
CRM/RS 32698 | RQE 24461/24462

Nos últimos anos, o uso de celulares, tablets e televisores cresceu em todas as idades – inclusive entre os pequenos. Basta olhar em volta para perceber que muitas crianças, até mesmo bebês, já passam parte do dia em frente a telas.
Estudos recentes mostram que o tempo excessivo diante de aparelhos eletrônicos pode afetar o desenvolvimento infantil em diferentes áreas. O que parecia apenas uma distração conveniente pode se transformar em dificuldades de sono, atraso na fala, irritabilidade, sedentarismo e até problemas de comportamento.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda zero exposição a telas antes dos 2 anos. Entre 2 e 5 anos, o máximo deve ser 1 hora por dia, sempre com supervisão de um adulto. A partir dos 6 anos, o tempo pode aumentar gradualmente, mas ainda deve ser controlado.
A principal preocupação é que, enquanto a criança está diante de uma tela, ela deixa de vivenciar experiências fundamentais para seu crescimento: brincar, explorar, se movimentar, interagir com outras pessoas e desenvolver habilidades sociais e cognitivas.
Pesquisas recentes apontam que o excesso de telas pode reduzir o contato visual, diminuir a atenção conjunta e até atrasar o desenvolvimento da linguagem. O cérebro infantil, em formação, precisa de estímulos reais – sons, cheiros, movimentos – para amadurecer conexões importantes.
Outro ponto sensível é o sono. A luz azul emitida pelos aparelhos pode inibir a produção de melatonina, o hormônio que regula o descanso. Isso leva a despertares noturnos, dificuldade para adormecer e sonolência no dia seguinte.
É preciso estabelecer formas e limites saudáveis. Em situações de aprendizado supervisionado, como assistir a um vídeo educativo junto dos pais, a tecnologia pode ter papel positivo. Videochamadas com familiares distantes também são um exemplo de uso benéfico. A chave é a qualidade da experiência e a presença de um adulto para mediar.
Crescer em um mundo digital é inevitável, mas cabe aos pais orientar seus filhos para que a tecnologia seja aliada, e não ameaça. Limitar o tempo de exposição e incentivar atividades saudáveis faz toda a diferença para o futuro da criança.
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