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Drª. Dilvania Nicoletti

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Conselho Regional: CRM 12576 / RQE 9587

Ginecologia e Obstetrícia

31/08/2018   Drª. Dilvania Nicoletti
INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO NA MULHER

Incontinência urinária é toda perda involuntária de urina. Esta afecção acomete de forma importante a qualidade de vida, determinando limitações físicas, sociais e emocionais, inclusive com o aumento significativo dos sintomas depressivos. A frequência na população aumenta com o avançar da idade. Alguns estudos mostram 20 a 30 % das mulheres em período próximo à menopausa e 55 % após a menopausa. Entre os fatores de risco associados ao aparecimento da perda de urina aos esforços destacam-se a idade, a raça, o estado hormonal ( pós menopausa ) , o índice de massa corpórea, o tabagismo e o número de gestações e cirurgias pélvicas . O impacto desta patologia é alto com infecções urinárias de repetição resultando em risco maior à saúde da mulher além do comprometimento de sua qualidade de vida. Ao procurar  seu médico a paciente será avaliada de forma ampla: observamos a presença de dilatação na região , a "bexiga caída", a deficiência hormonal e até algumas alterações provocadas por doenças neurológicas e diabetes. A bexiga baixa relatada pelas pacientes caracteriza a cistocele que pode estar acompanhada de outros problemas como a retocele ( dilataçao da parte final do intestino ) e enterocele ( descida do útero ). Quando temos esta junção de fatores esclarecemos a necessidade de uma cirurgia corretiva .  A perda de urina aos pequenos esforços, ou seja, ao tossir ou espirrar é o estágio mais avançado  e incômodo para a mulher. Este problema pode decorrer de fraqueza pélvica (músculos pélvicos hipotrofiados ou enfraquecidos), lesão perineal após partos difíceis e esforços físicos intensos de repetição ao longo da vida

O manejo no tratamento é feito com algumas abordagens : iniciamos a maioria dos casos leves a moderados com fisioterapia utilizando exercícios perineais como primeira opção e outros recursos com a reabilitação do assoalho pélvico incluindo biofeedback, eletrestimulação e cones vaginais. Temos o tratamento farmacológico oferecendo benefícios a um grupo de pacientes e o cirúrgico. 

O tratamento cirúrgico da incontinência urinária de esforço continua sendo um desafio. Disponibilizamos de várias técnicas com índices de sucesso parecidos. As cirurgias com slings são  as mais realizadas no momento por serem menos invasivas e com pós operatório considerado bem tolerado pelas pacientes. De modo geral, as taxas de sucesso dos slings giram em torno de 80 % dos casos em paciente acompanhadas após 6 meses de cirurgia.


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