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Dr. Tulyo Savio Carbone

Conselho Regional: CRM 7878

Clínico Geral

Consultórios de Dr. Tulyo Savio Carbone

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Nereu Ramos, Hospital São Sebastião , 1200 Centro

Últimos artigos de Dr. Tulyo Savio Carbone

Relação da depressão e déficit cognitivo nos idosos

18/01/2018

Desde o século XX ocorre uma mudança na pirâmide etária mundial. A diminuição da taxa de mortalidade e o declínio da fecundidade possibilitou a inversão na pirâmide das idades. A população de idosos está crescendo cada vez mais, entre 2020 e 2025, estima-se que o Brasil seja o 6º país no mundo em número de idosos, com 30 milhões de indivíduos acima dos 60 anos. Porém em paralelo a isso as doenças próprias do envelhecimento (crônicas e múltiplas) ganham maior expressão, decorrente das mudanças morfofuncionais e psicológicas e no ambiente que cerca o idoso. 

O processo de envelhecimento populacional em curso no país tem aumentado a freqüência de doenças psiquiátricas. Nesse contexto a depressão se destaca fortemente, sendo que as taxas de prevalência variam entre 5% e 35%, quando consideramos as diferentes formas e a gravidade. Os idosos que apresentam depressão também apresentam ansiedade em alguma intensidade

Os principais fatores de risco compreendem aspectos genéticos, eventos estressantes, deterioro cognitivo associado à idade e alterações neurobiológicas. Esses indivíduos, com maior freqüência, apresentam quadros atípicos, ou particularidades, como problemas clínicos e sociais simultâneos. Quando o idoso que tem uma vida totalmente ativa, e depara com as impossibilidades que a vida traz com o passar do tempo, ele começa a se sentir inútil e por vezes acaba se isolando, aumentando assim a probabilidade para a depressão. Há uma diminuição da resposta emocional e, com isso, há um predomínio de sintomas como perda de peso, diminuição do sono, perda de prazer nas atividades habituais, ruminações sobre o passado, perda de energia, sentimento de culpa, hipocondria, ideação suicida, queixas álgicas e, eventualmente, psicose, que podem levar a dificuldades diagnósticas. Os sintomas depressivos podem variar conforme o sexo, nível socioeconômico, condições de saúde, escolaridade além de estar relacionada à presença de prejuízo cognitivo e à situação social precária.

Essa patologia associada a demência vem incapacitando muitos idosos, já que leva à perda da independência e da autonomia e causa agravamento em quadros patológicos já existentes, levando a um maior risco de morbidade e de mortalidade. Desta forma, o papel do médico é extremamente importante, pois o idoso deve estar em ambiente seguro e o profissional deve estar disposto a ouvi-lo, de forma com que ele se sinta capaz de expressar seus pensamentos.

Estudos apontam que a performance cognitiva diminui quando a gravidade da depressão aumenta. Os problemas cognitivos vão desde problemas de insônia e falta de memória (depressão menor) e problemas relacionados a habilidades cognitivas, tais como memória não-verbal, memória verbal, psicomotricidade, aprendizagem, compreensão de leitura, fluência verbal e funções executivas (depressão maior). 

O estudo do envelhecimento e da velhice, como processos do ciclo vital, é hoje um dos principais pontos de atenção dos agentes sociais e governamentais, bem como da Medicina em geral. A análise da depressão em idosos deve ser incluída enquanto uma variável importante para o campo da gerontologia e também da saúde pública, uma vez que compromete a qualidade de vida dessa faixa populacional e associa-se a diversos transtornos, inclusive o suicídio. Dessa forma, a necessidade do diagnóstico precoce e diferencial, bem como acesso a serviços assistenciais adequados deve integrar os cuidados primários de saúde. No contexto da atual edição da Política Nacional de Saúde do Idoso, e o veloz processo de envelhecimento que ocorre no Brasil, os esforços tendem a concentrar-se em manter o idoso na comunidade, com apoio social junto à sua família, da forma mais digna e confortável possível. É de grande importância fazer com que o idoso se sinta importante e útil, para isso existe programas de promoção a saúde do idoso que irá ajudá-lo a ter melhor qualidade de vida mantendo sua mente ocupada e livre da depressão. 

O amor e o respeito pelos idosos é na verdade é uma arma poderosa. Ajudar os idosos deveria estar longe de ser apenas um dever; deveria ser um prazer.


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