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Dr. Thiago Barbieri Lopes

Conselho Regional: CRM 10979 - RQE 7042

Hematologia e Hemoterapia

Trombocitopenia Imune Primária - PTI

Antes de explicar a Trombocitopenia Imune Primária (PTI), é muito importante ter em mente o que compõe o sangue. E você já vai saber o porquê!

O sangue é composto por: glóbulos brancos, que têm a função de combater as infecções; glóbulos vermelhos, responsáveis pela oxigenação do organismo; plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue e impedir hemorragias.

A PTI é uma doença do sangue causada pela baixa contagem das plaquetas – por isso sangramentos espontâneos e hematomas são bastante comuns aos pacientes. 

Isso acontece devido a uma deficiência na produção dessas células e, principalmente, por uma falha no sistema imunológico, que é a barreira composta por milhões de células que garantem a defesa do organismo contra as bactérias, vírus e outros micróbios. Ele passa a reconhecer as plaquetas como corpos estranhos e começa a atacá-las. Por este motivo, é classificada como uma doença autoimune.

A PTI pode ser aguda ou crônica. A aguda é mais comum em crianças e, muitas vezes, o próprio organismo reverte o quadro e recupera o número normal de plaquetas, sem necessitar de um tratamento específico.  Já a crônica afeta mais adultos, tem longa duração e pede tratamento específico.

Importante! A PTI não é um tipo de câncer, e também não é uma doença hereditária. Se você foi diagnosticado, não hesite em tirar todas as suas dúvidas com seu médico. O especialista responsável por tratar a PTI é o hematologista.


Sinais e Sintomas - PTI


Os principais sinais apresentados pelos pacientes são:

· Hematomas que não tenham sido causados por traumas (manchas escuras resultantes de hemorragias sob a pele);

· Manchinhas vermelhas ou azuladas na pele, conhecidas por petéquias; 

· Sangramentos espontâneos, com uma menstruação intensa em mulheres, hemorragias nasais frequentes, bolhas de sangue dentro da boca e sangramentos de gengiva, na urina e nas fezes. 

Se você notar qualquer diferença em seu corpo, procure um médico. No dia da consulta, conte sobre cada um dos sintomas, e fale também sobre os medicamentos dos quais fez uso. Tudo isso pode ajudar, e muito, na investigação.

Diagnóstico - PTI

Não há um exame específico que detecte a PTI, mas o hemograma completo (exame de sangue) é o que deixa claro alguns pontos fundamentais: ele pode detectar a contagem de plaquetas abaixo de 100.000/mm³ (para se ter uma base de comparação, uma pessoa saudável apresenta o índice a partir de 150.000/mm³).

Mas para descartar a possibilidade de outras doenças que também possam causar a baixa de plaquetas, o especialista pode pedir alguns outros testes, que poderão verificar se, por exemplo, o número anormal de plaquetas não está relacionado ao uso de medicamentos, infecções, doenças como hepatites e HIV.   

Tratamento - PTI

A PTI aguda não costuma precisar de tratamento e é possível ter uma remissão espontânea.

Já a fase crônica pode exigir cuidados mais específicos. O mais importante é manter a contagem de plaquetas em um nível seguro, mesmo que não chegue ao normal, com o objetivo de eliminar as hemorragias.

Para isso são utilizados medicamentos, como os corticoides e a imunoglobulina. Já as terapias conhecidas como agonistas estimulam a produção das plaquetas.

Como grande parte da destruição das plaquetas ocorre no baço, em algumas situações a remoção cirúrgica desse órgão (esplenectomia) também pode ser indicada.







 

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