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Dr. Fernando Lupselo

Conselho Regional: CRM/SC 17718 - RQE 12327

Ortopedia e Traumatologia

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http://www.unimedcriciuma.com.br/noticia/especialistas-em-cirurgia-quadril-participam-procedimento-no-hospital-unimed-471/

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Clínica Ergomed Especialidades

Últimos artigos de Dr. Fernando Lupselo

ARTROSCOPIA DO QUADRIL

02/04/2018

   Artroscopia do Quadril

 

 

   Esta provavelmente foi a área da cirurgia do quadril que apresentou a maior e mais expressiva evolução nos últimos anos.

 

   O termo artroscopia se refere a uma técnica cirúrgica, ato de “olhar a articulação”. É uma forma de se realizar diferentes procedimentos na articulação do quadril ou próximos à ela e que são indispensáveis no tratamento da patologia a ser abordada. Isto é possível através do uso de micro-câmeras e instrumentos especiais, de pequeno calibre, que dão acesso ao interior da articulação sem a necessidade dos acessos cirúrgicos das cirurgias tradicionais.

 

O que pode ser tratado pela artroscopia do quadril?

 

As indicações mais freqüentes são:

 

- Impacto Fêmoro-Acetabular: para remodelação óssea e cartilaginosa (osteocondroplastia).

- Lesões do Labrum acetabular: para sua ressecção ou reinserção ao leito ósseo.

 

Outras indicações incluem:

 

- Quadril em Ressalto (Snapping hip).

- Retirada de corpos livres ou corpos estranhos da articulação.

- Reparo de lesões dos tendões glúteos e síndrome da dor lateral do quadril, bursectomia do quadril.

- Tratamento de lesões cartilaginosas.

- Lesões do ligamento redondo.

- Osteocondrite dissecante.

- Sinovectomia: para artrite reumatóide ou sinovite vilonodular.

- Síndrome da dor glútea profunda ou síndrome do piriforme: para  liberação do nervo ciático.

- Algumas seqüelas de patologias pediátricas, como doença de Legg-Perthes.

- Biópsias.

 

Quais caso pode ser tratado por artroscopia?

 

   Através da avaliação clínica e de exames de imagem podemos definir quem se beneficiará ou não com este tipo de tratamento. Embora esta cirurgia seja extremamente versátil, nem todas as lesões do quadril podem ser tratadas desta forma. 

   A indicação de tratamento deve ser decidida caso-a-caso.

 

 

 

Como é a cirurgia?

 

 

 

 

 

 

 

 

   A cirurgia é ser realizada com anestesia raquidiana e anestesia geral.

 

   Para o acesso à articulação é necessário realizar a distração (abertura) articular, criando assim espaço para a inserção da câmera e instrumentais cirúrgicos.

  

 

 

 

 

   Após confeccionarmos os portais de acesso introduzimos a micro-câmera e podemos utilizar uma grande variedade de pinças para correção das lesões, suturas, raspagens, micro perfurações, etc.

   

 

Como é a recuperação após a cirurgia?

 

   De acordo com a gravidade da lesão e o tratamento instituído são iniciados protocolos específicos de fisioterapia no dia seguinte ao procedimento. O uso de muletas é necessário por duas a seis semanas e o retorno aos esportes é permitido de acordo com o tipo de lesão, o tipo de esporte e a recuperação individual. A recuperação final pode levar de seis meses a um ano. 

 

Vou poder voltar a praticar esportes?

 

   Estatisticamente até 80% dos pacientes conseguem retomar suas atividades esportivas com alívio, ao menos parcial, dos sintomas.

 

 

   Os melhores resultados são obtidos nos pacientes com diagnóstico mais precoce e nas lesões pequenas, sem comprometimento importante da cartilagem. Portanto, você não deve negligenciar seus sintomas, e em caso de dor na virilha ou quadril sempre procure um ortopedista. 

 

 

   A artroscopia de quadril é uma técnica consagrada e eficiente quando realizada por profissionais treinados e qualificados no tratamento das patologias do quadril, sendo que seus avanços possibilitaram um tratamento menos invasivo em várias situações.

 

 

 

ARTROPLASTIA DE QUADRIL E JOELHO

04/12/2017

 O termo artroplastia, ao invés de prótese, é o mais correto, pois refere-se ao procedimento cirúrgico em si, ou seja, a substituição da articulação.

   A artroplastia total do quadril consiste na substituição das superfícies articulares do fêmur e do acetábulo doentes por componentes protéticos, que irão articular entre si. No caso da artroplastia total de joelho, as porções distais do fêmur e proximal da tíbia que são substituídas. Esses são procedimentos cirúrgicos com resultados realmente muito satisfatórios atualmente. 

   A indicação mais comum para estes procedimentos são a coxartrose e gonartrose (artrose, ou "desgaste" da cartilagem do quadril e joelho respectivamente). Quando o quadril ou o joelho sofrem um processo degenerativo e tornam-se dolorosos e com mobilidade e função limitados, esta cirurgia pode ser indicada para restaurar o movimento e aliviar a dor, melhorando a qualidade de vida. As próteses de quadril podem ser utilizadas ainda no tratamento de fraturas do colo femoral e de casos de osteonecrose da cabeça femoral.

   Os diferentes tipos de próteses divergem em relação ao tamanho, modelo, conceito, meio de fixação ao osso, superfícies de contato etc. Existem implantes mais indicados para pacientes jovens (com superfícies articulares de cerâmica, com objetivo de terem menor desgaste ao longo do tempo, podendo durar 20-25 anos), Já em pacientes idosos, a escolha do implante visa uma melhor estabilidade da prótese (cabeças femorais maiores) e diminuição do risco de fraturas durante a cirurgia (implantes cimentados).  

   Os materiais mais empregados na confecção dos implantes são as ligas metálicas de titânio, cromo-cobalto, aço inox, usadas na confecção de hastes e cabeças femorais. O polietileno, uma espécie de plástico muito resistente, usado em componentes acetabulares. A cerâmica, usada na fabricação de cabeças femorais e componentes acetabulares não cimentados. Existe uma infinidade de modelos e de fabricantes de próteses no mercado mundial. 

   Em relação ao método de fixação ao osso, existem implantes que utilização o cimento ortopédico, aplicado com técnica adequada, para a estabilização do componente e próteses não cimentadas, onde o componente protético é implantado sob pressão, conseguindo assim a estabilização. Pode ainda ser lançado mão de uma artroplastia híbrida, que mistura as duas técnicas. O método a ser utilizado é de escolha e preferencia de cada cirurgião.

   A tendência atual em relação ao pós operatório é a utilização de protocolos de reabilitação precoce, com período de hospitalização curto (48 horas) e recuperação acelerada. O paciente começa seu trabalho junto à equipe de fisioterapia já no dia seguinte à cirurgia, andando com auxílio de andador ou muletas. 

   Nas artroplastias, como em toda cirurgia, há risco de possíveis complicações como infecção, tromboembolismo, deslocamento da prótese (luxação) e dor nas fases mais iniciais. Medidas preventivas pré e pós operatórias são adotadas de rotina para minimizar ao máximo essas intercorrências. O desgaste é a complicação mais comum a longo prazo, podendo ser retardado com a escolha do implante adequado e técnica cirúrgica apurada. Ao se tomar tais cuidados, as taxas de sucesso da cirurgia são muito satisfatórias. 

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