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Dr. Daniel Meller Dal-Toé

Conselho Regional: CRM 12771 / RQE 6486

Endocrinologia

DIABETES: UMA DOENÇA SILENCIOSA

Aproximadamente 14 milhões de brasileiros possuem a doença. Estima-se que, pelo menos, a metade nem sabe disso. 


O que é o Diabetes?


Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.


 E afinal, o que é insulina? 


É um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. 

O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.

Quando se tem diabetes, não há produção de insulina pelo pâncreas ou, quando há, é em quantidade insuficiente. Como resultado, o açúcar permanece no sangue em vez de entrar nas células, acarretando um nível alto de açúcar no sangue – a famosa hiperglicemia. 

 Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos nos rins, nos olhos e nos nervos em geral. 


É fácil ouvir que você tem diabetes?


Claro que não. Entretanto, se você tiver informação de qualidade e aprender tudo o que você precisa no seu dia a dia com a doença, pode ter uma vida longa. Feliz e saudável. É normal que a cabeça gire, com muitas perguntas “martelando”, medo e ansiedade. Mas acredite, quem está bem orientado consegue substituir o medo pela precaução


Quais são os tipos de Diabetes?


Existem vários tipos de Diabetes. Aproximadamente 90% dos diabéticos são do tipo 2.

 

Diabetes tipo 1

Geralmente, o Diabetes tipo 1 aparece na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina. Porém o planejamento alimentar e atividades físicas regulares são excelentes coadjuvantes para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.


Diabetes tipo 2

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a taxas adequadas de glicemia.


Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. 

Os fatores de risco são: estar acima do peso, ter pré-diabetes, pressão alta, algum familiar próximo com a doença, colesterol elevado. Nas mulheres a síndrome dos ovários policísticos, quando teve um bebê com peso superior a quatro quilos ou se apresentou diabetes gestacional são fatores de risco importantes.

Em alguns casos, no início, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Porém na maioria dos pacientes é necessário o uso de medicamentos para controlar a glicose. Nos casos mais avançados pode ser necessário o uso de insulina para o controle adequado. 

É importante estar dentro das metas de tratamento para evitar as complicações crônicas (nos olhos, rins e nos nervos). 


Pré-Diabetes 

Já imaginou se o nosso corpo contasse com um sistema de alarme que dispara quando o risco de desenvolver a doença? Não seria uma chance de mudar seu futuro?

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.

É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio 'pré' vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a principal etapa que pode ser revertida ou mesmo que permite ser retardada a evolução para o diabetes e suas complicações.

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. No entanto, para 60% dos pacientes, a dieta é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina. Ao todo, 95% têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. 

Lembre-se: ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença.

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida. Mexa-se!


Como vou saber qual o melhor medicamento?


Os medicamentos para controle do diabetes estão sempre evoluindo, e o médico é a pessoa mais capacitada para indicar aquele que se adapta ao seu perfil.

Lembrando que nem sempre serão necessários medicamentos por longos períodos: no caso do Diabetes Tipo 2, a mudança no estilo de vida pode ser suficiente. Outra coisa que uma pessoa que acabou de receber o diagnóstico deve saber é que os remédios são modificados ao longo do tempo, de acordo com a idade e com a evolução da doença. 

Atualmente existem medicamentos que além de tratar o diabetes, se mostraram uma ferramenta importante para prevenir as doenças cardiovasculares e até o risco de morte (independente da causa).

Outras vezes, o controle glicêmico só é obtido com injeções de insulina. Algumas pessoas necessitam receber esta substância ao mesmo tempo em que fazem uso de medicamentos. Essa frequência, depende de quanto o seu corpo ainda produz e de como o seu médico pretende controlar o seu nível glicêmico. Há muitos tipos de insulina. As diferenças entre os tipos baseiam-se: na rapidez de ação, no pico de ação e na duração do seu efeito. 

Os avanços científicos na área possibilitam tratamentos para todos os tipos de casos de diabetes. Esta é uma oportunidade para você prestar mais atenção à sua saúde e adquirir responsabilidades sobre as mudanças. E nesse caso, o médico endocrinologista é o profissional especializado para indicar o tratamento indicado para o seu caso. 

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